Tai-Sabaki

Uma das coisas mais importantes para o judoca, é o saber caminhar. Exatamente, uma ação tão simples pode fazer toda a diferença, tanto na execução de um Kata quanto em uma situação de combate. O Tai-Sabaki, que significa giro como corpo, é uma técnica muito útil para o bloqueio e golpes e pode ser continuada com o contragolpe adequado. Trata-se de antecipar-se ao golpe, caminhando em direção ao oponente, frustrando o kuzushi (desequilíbrio) e, consequentemente, o golpe. Pode ser realizado de modo fluido, fializando com um contragolpe ou de maneira forte, com base forte, e violenta movimentação de quadril, chocando-se contra o corpo do oponente, que se não estiver esperando o choque antecipado, certamente será desestabilizado.

Para impetrar corretamente este tipo de Tai-Sabaki é necessário muito treino, bom condicionamento físico e reflexos em dia.

O Professor Mauro Cesar Gurgel de Alencar Carvalho, professor da disciplina Judô do curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro criou um teste de rapidez para a execução do tai-sabaki, vale a pena procurar sua dissertação de mestrado que baseia-se no tema. Um abraço a todos e meus agradecimentos ao Professor Mauro Carvalho por esta importante contribuição ao esporte, aproximando a ciência do judô, oferecendo mais recursos aos nossos centros de treinamento.

2 respostas para Tai-Sabaki

  1. Mauro Cesar Gurgel de Alencar Carvalho

    Oi Mauricio
    Obrigado pela comentário sobre o teste de Tai-sabaki. É sempre muito difícil ser o pioneiro a desenvolver um teste para medir rapidez de movimentos no Judo, pois nada se fez anteriormente – não se tem um ponto sequer de partida e tudo tem que ser criado, testado para finalmente poder ser posto para funcionar com os atletas. A gente tem que quebrar a cabeça para resolver diversos problemas inesperados, quase o tempo todo. Um dos prblemas que tive foi com a umidade do ar, que disparava o cronômetro aleatoriamente quando saíamos para um ambiente aberto. Até descobrirmos que era a umidade que causava isso … eu acabei perdendo a coleta de dados que eu tinha agendado com a seleção brasileira e durante a seletiva nacional. Foi dureza fazer todos os testes no laboratório certinho e depois na hora da coleta de dados o aparelho começava funcionando e depois desandava a dar problemas por causa da umidade do ar.
    Deu muito trabalho também criar, validar, verificar a reprodutibilidade do teste e sua relação com outra variáveis como massa, massa magra, % o gordura, o lado mais treinado, o lado da mão mais usada e o do pé de chute.
    No final, consegui fazer tudo certinho defender a tese de mestrado e ainda obter um aumento de salário no trabalho por isso, ou seja, valeu muito a pena sim – até conseguimos também ganhar o concurso de melhor trabalho no congresso internacional da FIEP, em 97.
    A vida de um pesquisador das Ciências do Esporte, voltado ao Judo, não é fácil, mas vale a pena sim.
    Um grande abraço,
    Mauro

    • Mauro, a AJISIRJAC congratula-o pelos relevantes trabalhos que tens dispensado ao Judô brasileiro e mundial, que muitos cientistas e pesquisadores possam, como você, contribuir para a construção de um mundo melhor. Um forte abraço!

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